sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Gestão - A força da liderança atenta e genuína

Aprecio as leituras sobre gestão,  principalmente as que me levam a pensar sobre liderança, suas condutas, estilos e seus impactos na organização e pessoas.  Li  um artigo escrito por Teresa Amabile (McKinsey) que apresenta um estudo sobre   "Como líderes destroem significados no trabalho".  É um título traduzido  e não necessariamente expressa em português o seu sentido fiel  (How leaders kill meaning at work).

O estudo analisou quatro caminhos pelos quais líderes executivos minam a criatividade,  produtividade e comprometimento das pessoas impactando-as internamente e nos seus resultados no trabalho.

De todos os eventos que promovem o engajamento, comprometimento das pessoas,  um dos mais importantes é  a realização de progressos e evoluções em trabalhos significativos, que façam sentido para a organização, para a vida das pessoas.   Os trabalhos que carregam uma causa, um propósito,   promovem bem-estar,  satisfação e motivação para o desenvolvimento humano e consequentemente melhores resultados organizacionais.

O que foi constatado no estudo é que a maioria dos líderes, involuntariamente,  minam  estes motivadores no dia-a-dia por meio de suas palavras e ações. Estes efeitos ocorrem principalmente por aqueles que exercem liderança direta com as equipes de frente.  Os lideres mais seniores, tais como presidentes, vice-presidentes,  que em tese, tem pouco contato com as equipes,  são muito e intensamente observados  em suas ações e posicionamentos, mesmo que pouco frequentes, pois  transmitem mensagens a todos os demais. Impactam, pois,  toda a empresa. Conforme a autora, advém da hierarquia os direcionadores de significado e os grandes propósitos. 

Por meio de estudos de dados, textos, foram apontadas quatro armadilhas, que podem ajudar os gestores a avaliar seus contextos e atuações:


a) Sinais de mediocridade - A redução de motivadores pode ser causada quando há um discurso colocado pelas hierarquias, contudo não se fundamentam com ações na prática do dia-a-dia.  Num dos casos estudados, apesar de existir uma retórica sobre " ser inovador ",  ter uma "cultura de vanguarda",  na realidade as ações demonstravam que eram tradicionais, comuns em seus planos e estratégias.

b) Transtorno do déficit de atenção estratégica -  As iniciativas estratégicas,  muitas vezes,  são abandonadas e sobrepostas por outras agendas em curso.  Não há uma dedicação de esforço e tempo suficiente para serem alavancadas,  estudadas em seus resultados,  avaliadas em suas repercussões e etc. As estratégias são alteradas com muita frequencia e não há a dedicação para o aprendizado oriundo das análises.  Concluo que os alvos estratégicos, nesse contexto,  não chegam a ser  disseminados o suficiente para serem absorvidos e alinhados para a execução.

c) "Keystone Kops" corporativo ( comédia cinema mudo ) - Existem contextos  organizacionais que denotam um  conturbado sistema de atividades, sem que necessariamente,  estejam direcionados aos objetivos estratégicos. Se avolumam em papeis, complexidade de relatorios, montanhas de dados mas não são efetivos para os resultados. Isto pode onerar a estrutura de custos da organização,  com os terríveis "custos ocultos",  não explícitos e não gerenciados.  Outro sintoma é a ausência de coordenação  e direcionamento e as pessoas param de pensar que podem  produzir algo com alta qualidade.  Dessa forma é difícil manter o senso de propósito vivo.
Daí  o nome dado, em comparação com a comédia do cinema mudo,  que trata um grupo de policiais incompetentes, que correm em círculo, atrás deles mesmo, sem que sejam efetivos no resultado.

d) Metas grandes, peludas e audaciosas - Menos comum, mas existente, esta armadilha  também pode prejudicar o engajamento das pessoas.  Ao estabelecer metas intangíveis, muito além da exequibilidade razoável,  os líderes provocam a desmotivação geral pelas conquistas e pelo progresso. Frases como "Isto nunca será alcançado" desmobiliza a vontade de realização.


Evitando as armadilhas:
  - Preocupe-se com a comunicação consistente e clara das estratégias
  - Mantenha atenção  às perspectivas individuais das pessoas da equipe
  - Entenda e avalie os gaps entre o topo e o que é a realidade no chão de fábrica. 
    
Esse texto representa uma  interpretação pessoal, enriquecidos com pontos de vistas. Maiores informações e detalhes do estudo podem ser encontrados no artigo e também no livro que trata o tema.


The progress principle : using small wins to ignite joy, engagement, and creativity at work

Autor: Teresa Amabile; Steven Kramer
Editora: Boston, Mass : Harvard Business Review Press, 2011
Resumo: Explains how to foster progress, shows how to remove obstacles, including meaningless tasks and toxic relationships that disrupt employees´ work lives, and offers advice on enhaning employees´ inner work life




Feliz e produtivo 2012 a todos!

Para iniciar o ano,  algumas frases prá pensar:


"Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo - expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar - caem diante da morte, deixando apenas o que é importante. (...)
Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração."
Steve Jobs

" O homem é um ser inacabado, inconcluso...   O homem se sabe inacabado,  tem a consciência da sua inconclusão.   Aí se encontram as raízes da Educação." 
P
aulo Freire



quinta-feira, 10 de novembro de 2011


Ram Charan


Tive a oportunidade recentemente de assistir o Ram Charan.  Autor de livros que tratam temas fundamentais para as organizações, tais como liderança, pessoas, estratégias e execução. 


Me impressionou a didática e simplicidade deste reconhecido autor.  Com a voz pausada e firme, selecionou,  de forma  objetiva e clara, seis  pontos importantes para a conquista de resultados planejados. 


1º ponto: identificar tendências, manter o que é fundamental 
2º ponto: definir prioridades que viabilizarão a visão e a estratégia
3º ponto: coloque as pessoas certas nas funções certas
4º ponto: ligue estratégia a pessoas e orçamento
5º ponto: encontre as causas do bom e do mau desempenho, recompensando os bons.
6º ponto: pratique



Veja mais detalhes no link da HSM, promotora do evento:


http://www.hsm.com.br/artigos/ram-charan-caminho-para-ser-global-e-construir-o-futuro

Algumas de suas obras: ...

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Vídeo interessante que trata
   "De onde vêm as boas idéias.. "

http://www.youtube.com/watch?v=M1vqWSnRwqQ&feature=player_embedded#!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Qual sua medida - Você inova?


Qual sua medida -  Você inova?

Tenho estado atenta aos elementos de caracterizam a inovação e um deles é a nossa capacidade e abertura natural para inovar. 

Pergunto:
1)      Você é do tipo que vai para o trabalho todos os dias pelo mesmo caminho?
Já observou o que muda nesse caminho ao longo do tempo? Ou nem parou pra pensar?

2)      O que você fez de “novo”  na sua vida,  no último mês? Na sua casa,  no seu relacionamento,  na sua família, no seu trabalho...

3)      Qual foi a última mudança significativa que fez (decisão  tomada) e que lhe trouxe importantes resultados?

4)      Qual sua predisposição para alterar  uma situação, sabendo  que Irá lhe causar determinado desconforto ou necessitará de um esforço adicional para adaptação?
Ahã!!!

É isso mesmo... 

Quando paramos prá pensar,   observamos que nem sempre estamos predispostos a realizar mudanças. Isso ocorre, principalmente quando temos algumas convicções arraigadas,  onde “temos certeza”  que está certo, de que sabemos muito.  Aí que mora o perigo! Quando temos certeza demais,  normalmente o nosso canal para mudanças fica adormecido e muitas vezes nem temos “ouvidos”   para as questões novas.  A inovação requer humildade,  revisão de conceitos e de mudanças de paradigmas.  Como já disse anteriormente, não é simples e nem fácil.  É preciso abrir mão do velho, para o novo entrar.  Se estamos com uma bagagem muito grande, seja de conhecimentos,  de certezas, de conceitos,   não conseguimos sequer  espaço prá avaliar um “pacote” novo de conceitos/informações/paradigmas.   

Por isso... é preciso criar espaço na mente,  tempo na agenda,  disposição para ouvir e interagir com os demais, estudar, criar.

até a próxima!! 

sábado, 11 de junho de 2011

Inovação - do dicionário

Do dicionário:

inovação
i.no.va.ção
sf (lat innovatione
)
1 Ato ou efeito de inovar.
2
Coisa introduzida de novo.
3
Renovação.
4
Bot Rebento que renova um musgo.

inovar
i.no.var
(lat innovare) vtd
1
Fazer inovações, introduzir novidades em (leis, costumes, artes etc.).
2
Produzir algo novo, encontrar novo processo, renovar: Inovar a execução de um trabalho.
3
Introduzir (palavras) pela primeira vez em uma língua.


Me agrada ler a palavra RENOVAR nas definições do dicionário, pois tenho pensado e compreendido que praticamente todas as coisas são frutos de renovações e construções coletivas. É um compilado de conhecimentos históricos!
Veja só:
Desde o nascimento, inicia-se o processo de colaboração do indivíduo, onde este recebe, aprende (conhecimentos, visões, etc) e ao longo da vida compartilha também. Por vezes, ele transforma o que vê (renova), enriquecido com a diversidade de experiëncias e visões próprias, com o seu "olhar" individual, com o seu jeito. Mas seus feitos estão caracterizados e consubstanciados por aprendizados de toda sua vida, oriundos de muitas e muitas fontes e pessoas. Logo, o que produz não é "totalmente seu". É fruto de uma riqueza e acumulação coletiva!

"Homem nenhum é uma ilha".

Faz sentido?

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O que significa inovação prá você?

Muitas pessoas correlacionam INOVAÇÂO com a tradicional “pesquisa e desenvolvimento”, outros já a classificam como “grandes inventos” ou “criações inusitadas”.

Atualmente são muitos os conceitos de inovação. Gosto muito de uma definição que li recentemente que diz que INOVAÇÂO significa transformar novas idéias em resultados. Não sei ao certo a origem desta afirmação, mas provavelmente é oriunda de um movimento que chamo de “construção coletiva”. Como quase tudo que vemos!!!!. (esta é uma discussão à parte, para ser compartilhado em outra oportunidade)

Focalizando a palavra “resultados” da definição, penso que se não se coloca a "idéia" em prática, não se viabiliza o real valor para o seu contexto de criação (seja sociedade, organização, indivíduo). Quando esta permanece somente no “oxigênio”, fica no verbo (na possibilidade, no potencial) e não se materializa na realidade.

Hoje as empresas discutem muito sua capacidade de “execução” – motor gerador de resultados. O combustível fundamental são as boas escolhas, as boas idéias, as boas iniciativas e projetos.

As inovações não são prerrogativas de um departamento, área ou grupo de pessoas destinadas a tal, podem partir de qualquer ponto na organização, de qualquer pessoa que tenha boas idéias e principalmente capacidade para implementá-las.

B#

Até a próxima.